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Sistemas para facção: como escolher sem trocar todo o seu ERP
As categorias de software que aparecem na busca, o que cada uma resolve de verdade e os critérios que separam ferramenta de...
Custos
Preço por peça combinado no olho é a forma mais comum de trabalhar de graça em confecção. O caminho seguro passa por saber quanto custa um minuto da sua facção.
Para saber quanto cobrar por peça na facção, não basta olhar o valor pago à costureira ou o preço que outra oficina pratica. O cálculo precisa mostrar quanto custa cada minuto produtivo e quanto cada modelo consome de operação, perdas, retrabalho e estrutura.
O custo responde quanto sua empresa gasta para entregar uma peça aprovada. O preço de venda precisa cobrir esse custo, os tributos da nota, despesas comerciais e a margem que mantém a facção saudável.
Essa diferença é central na formação de preço facção de costura. Uma peça pode parecer rentável porque sobra dinheiro para pagar a produção na semana, mas ainda assim não pagar aluguel, manutenção, administração ou o tempo parado entre um lote e outro.
Para aprofundar: Como escolher sistema para facção.
O método serve tanto para facções que recebem tecido e aviamentos da marca contratante quanto para confecções com marca própria. A diferença é que, quando o cliente fornece a matéria prima, tecido e aviamentos não entram no seu preço, mas perdas, conferência, armazenagem e responsabilidade pela guarda precisam estar previstas no contrato e no cálculo.
Também inclua o pró-labore de quem trabalha na produção, no corte, na liberação de serviços ou na negociação com clientes. Se o dono executa essas tarefas e não registra esse custo, a empresa parece lucrativa apenas enquanto ele trabalha sem remuneração definida.
O custo do minuto de costura mostra quanto sua estrutura consome a cada minuto realmente produtivo. Ele não deve ser calculado sobre todas as horas do relógio, porque parte do dia é usada em troca de modelo, regulagem, falta de material, espera, limpeza e pausas.
Some os gastos necessários para manter a operação funcionando durante o mês:
Não misture retirada pessoal sem relação com o negócio, multas, compras excepcionais ou investimento em máquina nova como se fossem custo mensal normal. Esses itens precisam de controle próprio para não distorcer o preço.
Comece pela capacidade teórica. Multiplique o número de máquinas em operação pelos dias trabalhados e pelos minutos de jornada.
Depois desconte os tempos que não viraram produção aprovada. O mais prático é medir por algumas semanas e registrar os principais motivos de parada. Em facções com pagamento por peça, o apontamento diário ajuda a comparar minutos disponíveis, peças concluídas e operações em aberto.
A fórmula é:
Custo do minuto = custo mensal total da produção ÷ minutos produtivos do mês
Veja um exemplo hipotético, apenas para demonstrar o cálculo. Não use esses valores como referência de mercado.
| Item | Exemplo hipotético mensal |
|---|---|
| Folha, pagamentos por produção e encargos | R$ 36.000 |
| Aluguel e despesas de ocupação | R$ 6.000 |
| Energia e utilidades | R$ 2.200 |
| Manutenção e insumos de máquina | R$ 1.200 |
| Depreciação das máquinas | R$ 1.800 |
| Administração e pró-labore ligado à operação | R$ 4.400 |
| Custo mensal total | R$ 51.600 |
Imagine uma oficina com 12 máquinas, 22 dias de trabalho e jornada de 480 minutos. A capacidade teórica é de 126.720 minutos no mês.
Após descontar paradas, ajustes, ausência de material, troca de modelo e demais tempos improdutivos, foram registrados 98.842 minutos produtivos. O custo do minuto será:
R$ 51.600 ÷ 98.842 = R$ 0,52 por minuto produtivo
Esse número não é definitivo. Recalcule mensalmente ou sempre que houver mudança relevante em aluguel, equipe, volume de produção ou jornada.
Depois de conhecer o custo do minuto, descubra quantos minutos a peça exige. Não use memória, impressão da encarregada ou apenas a tabela de pagamento por operação. Cronometre o modelo em condições normais de trabalho.
O tempo padrão deve considerar uma costureira treinada, máquina regulada, material disponível e sequência de operações definida. Não é o tempo da pessoa mais rápida, nem o tempo de quem ainda está aprendendo o modelo.
Suponha que uma blusa tenha 17 minutos de operações diretas. Para iniciar o modelo, a equipe gasta 180 minutos entre regulagem, teste e organização. Se o lote tiver 60 peças, o setup representa 3 minutos por unidade.
O tempo padrão dessa peça é de 20 minutos. Com custo do minuto de R$ 0,52, o custo de transformação fica em:
20 minutos x R$ 0,52 = R$ 10,40 por peça
Lotes menores pesam mais. Se o mesmo setup de 180 minutos atender somente 20 peças, ele adiciona 9 minutos por unidade. Por isso, aceitar lote pequeno pelo mesmo preço unitário de um lote grande costuma reduzir a margem rapidamente.
Para manter esse cálculo vivo a cada pedido, conheça o custo real por peça do Alinhavo.
A conta de minutos não basta para revelar o custo real. Uma peça aprovada pode carregar despesas de material perdido, aviamento, correção e unidades que não poderão ser vendidas como primeira qualidade.
No exemplo, considere que a confecção compra os materiais. Além dos R$ 10,40 de transformação, ela tem R$ 1,80 de aviamentos e embalagem por peça. O tecido custa R$ 40 por peça planejada e a perda média medida no corte é de 5%, equivalente a R$ 2 por unidade.
O custo parcial é de R$ 14,20:
| Componente | Custo hipotético por peça |
|---|---|
| Transformação, com setup rateado | R$ 10,40 |
| Aviamentos e embalagem | R$ 1,80 |
| Perda de tecido no corte | R$ 2,00 |
| Custo parcial | R$ 14,20 |
Agora inclua a qualidade. Se parte das peças exige retrabalho, registre o tempo adicional e o material usado. Por exemplo, se o retrabalho médio calculado para o lote adiciona R$ 0,40 por peça, o custo vai para R$ 14,60.
A segunda qualidade também precisa entrar na conta. Se 3 em cada 100 peças não são aprovadas como primeira qualidade, o custo das peças aprovadas precisa absorver essa perda. Neste exemplo:
R$ 14,60 ÷ 0,97 = R$ 15,05 por peça aprovada
Não estime essas perdas com base em um mês atípico. Use histórico de ordens semelhantes e revise o índice quando houver troca de tecido, modelagem, fornecedor, máquina ou equipe.
Para facção que recebe material da marca, retire tecido e aviamentos fornecidos do custo, mas mantenha o custo do retrabalho causado internamente. Se o defeito vier de material, molde ou corte recebido, registre a ocorrência e trate a responsabilidade comercialmente, em vez de esconder o tempo gasto no preço geral.
Com o custo unitário em mãos, fica mais simples responder como calcular preço por peça costurada. Primeiro, verifique se o valor oferecido cobre o custo. Depois, aplique tributos e margem desejada.
A fórmula de venda pode ser:
Leitura complementar: Caderno, planilha ou sistema.
Preço mínimo = custo unitário ÷ (1 menos tributos menos margem desejada)
As alíquotas dependem do regime tributário, da atividade, do município e do estado. Confirme a incidência com sua contabilidade antes de fechar uma tabela para cliente.
No exemplo hipotético, a peça custa R$ 15,05. Se a empresa provisionar 6% para tributos e buscar 10% de margem sobre a receita, o preço mínimo seria:
R$ 15,05 ÷ 0,84 = R$ 17,92
Se a marca oferece R$ 15,50, há uma diferença de R$ 2,42 por peça em relação ao preço calculado. Antes de aceitar, a facção pode negociar valor, pedir lote maior, cobrar setup separado, simplificar operações ou recusar um modelo que não se paga.
O erro mais comum é aceitar porque o pagamento por peça cobre a mão de obra direta. A correção é acompanhar cada ordem: quantidade entregue, minutos previstos e reais, retrabalho, perdas e custo final por modelo.
Saber quanto cobrar por peça na facção exige medir a operação, e não apenas repetir a tabela do cliente. O custo do minuto produtivo, o tempo padrão, o setup, as perdas e a qualidade mostram se um pedido deixa margem ou ocupa máquina para gerar prejuízo.
O Alinhavo ajuda a registrar ordem de produção por grade, apontamento por costureira e custo real da peça no fluxo da facção. Para avaliar como isso se encaixa na sua rotina, peça uma demonstração.
Este conteúdo é assinado por Jimenez Julien, editor do Alinhavo.
Com as operações cronometradas e o aviamento cadastrado, o custo da peça é recalculado a cada mudança de ficha. Você entra na conversa com a marca sabendo o piso do seu preço.
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